sábado, 19 de janeiro de 2013

Liestrong

O ciclismo não é, de todo, o meu desporto de eleição. Gosto da envolvência e das chegadas ao sprint. O resto não me diz nada. O pedalar de dezenas de homens que não conheço durante horas a fio para mim significa zero. Muito sinceramente.Contudo, e mesmo não sendo um amante do ciclismo, eu adorava o Lance Armstrong. Eu queria comprar o livro dele. Via-o como um exemplo, um lutador nato, em cima da bicicleta e na vida. Ele venceu um cancro e depois disso venceu sete voltas à França. Era impossível não admirar um homem destes.Quem gosta da vida e do desporto levantava-se para aplaudir Armstrong. Ele não era um exemplo apenas no ciclismo, ele era um exemplo para o mundo. Dentro e fora do desporto. No arquivo onde estava o nome deste ciclista estão nomes como o de Michael Jordan, Ayrton Senna, Pete Sampras e Pelé, por exemplo, e lá irão entrar nomes como o Tiger Woods, Kobe Bryant, Messi e Federer, entre outros. São os chamados predestinados. Nasceram com um dom e naquilo que fazem são, em tudo, superiores aos outros.
Eu adorava e eu admirava o Lance Armstrong. Os verbos estão no pretérito e de lá não vão sair. Pelo menos para mim. Já não o adoro, nem o admiro.  Pior que eu estarão, de certeza, os amigos, os familiares e os fãs que o defenderam sempre, e que, como o seu filho, sempre disseram que o que se dizia sobre ele era mentira. O ciclista americano viu esta bola de neve a começar e a crescer a uma velocidade louca, viu os que o amam e os que lhe querem bem a entrar nela por ele. Viu tudo isto e, sentado num egoísmo sem medida, deixou andar. Preferiu desfrutar da falsa fama que tinha e usar o que de bom sentiam por ele para se proteger. Isso é feio, é muito feio.

Agora, depois do próprio ter assumido que se dopou, inclusive em todas as suas sete vitórias francesas, e que tinha o esquema de dopping mais sofisticado da história do desporto, há quem venha para a praça pública dizer que todos os outros também o fazem. Quanto a isto é importante que se diga que ninguém sabe se os outros o fazem ou não. Até que o provem, ao contrário de Armstrong, eles são todos inocentes. Por fim, e mais importante, o que fazia a diferença entre o americano e os demais era precisamente isso. Ninguém duvidava dele, ele era especial, ele venceu o cancro, ele venceu sete voltas à França, ele era muito melhor que os outros, ele tinha um dom. No mundo existiam dois tipos de ciclistas: o Armstrong e os outros. Agora não! Agora, pelos vistos, todos os ciclistas são uns dopados. Isto não é mais nem menos que tentar fazer do acto de terrorismo desportivo uma coisa banal. Com esta confusão toda quem acabou por cair foi a classe do ciclista. Isto tem lógica? Não tem, porra!
O Lance Armstrong dopou-se, viciou resultados, mentiu ao desporto e aos seus amantes, enganou os que, de uma maneira ou de outra, lhe são próximos e viveu, à grande e à francesa, durante anos a fio à custa de uma farsa. Isto não se faz e ponto final. Nenhum desportista o deve fazer, muito menos alguém com o tamanho  mediático dele.

A confissão tem sempre o meu aplauso, seja em que situação for, mas infelizmente não resolve nada. A do ciclista, na minha óptica, serviu para lhe tirar um peso na cabeça, para sacudir a pressão que já lhe devia esmagar o peito, e, acredito, para ganhar muito dinheiro. Desculpem-me, mas duvido que ele não tenha tido qualquer proveito económico com esta confissão pública.
Armstrong será sempre recordado, fará eternamente parte da história do desporto, mas infelizmente os motivos nunca serão merecedores de aplausos. Ele será o alarme das falsidades desportivas e graças a ele, a partir de agora, qualquer humano se sentirá no direito de duvidar dum predestinado.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pobre Zico

Para já não o vão abater. Atenção: para já. Não deixam de ser boas notícias, é verdade, mas bom mesmo era que esta decisão se tornasse definitiva.
Vejam a notícia e aproveitem para olhar com atenção para o Zico, se o acharem agressivo podem dar-me um pontapé em cada uma das minhas canelas sempre que me virem na rua.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Pepa quer uma mala

E pronto está o caldo entornado. Culpa de quem? Da Samsung e da Pepa.
A Samsung convidou alguns bloggers para partilharem os seus desejos para o ano que teve o seu início recentemente. A Pepa foi uma dessas bloggers e conseguiu, sozinha, destruir toda a campanha publicitária. A pobre coitada, para além de ter voz de quem tem um dedo metido no orifício mais a sul do seu corpo, relata que os seu desejos para este novo ano são ter mais tempo para ela e ter "aquela carteira clássica, aquela Chanel preta". Não quer saúde, não quer amor, não quer paz, não quer felicidade. Ou se quer, quer muito pouco dessas coisas fúteis. O que a menina quer mesmo é tempo para ela e uma carteira Chanel. Nem pede muito, coitada.
A cabeça oca da Pepa, o seu discurso escorrido e os seus limitados desejos criaram uma onda de revolta no mundo virtual. Não se fala de outra coisa. Resultado? A Samsung retirou de circulação a campanha publicitária.
Palmas para a Pepa! Ela merece, porra! Em dois minutos e meio destruiu uma ideia em que a Samsung deve ter perdido horas, dias, meses, sei lá, a construir.
No meio disto tudo há coisas que ficam e que ninguém pode apagar. A Pepa é, agora, uma figura pública. A Samsung é muito mais falada do que seria graças à ridícula publicidade projectada. A Chanel ganhou, sem saber ler nem escrever, uma publicidade estrondosa à sua mala 2:55.
Olhem aqui a Tia Pepa a falar para o mundo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Messi,

a qualidade Maradona é intemporal, a roupa não.

Perdoai-lhe, Senhor!

Há gente que deve mais à inteligência do que o estado português deve ao FMI. Irra!

Eu alérgico

Nunca me conheci como alérgico ao que quer que seja. Até à passada quinta-feira.
Na quarta comprei e tomei medicação para a tosse. Na quinta andei que nem um cão com a sarna, com uma comichão que parecia não ter fim e o corpo cheio de bolhas. Este martírio, que foi o coça coça, deu-me direito a injecção nas veias, nova medicação para a tosse e mais uns químicos disfarçados de cápsulas para travar a tal comichão. Tudo passou. A sexta-feira foi o voltar à normalidade e ao acreditar que tudo não tinha sido de uma reacção alérgica sem qualquer valor e, acima de tudo, passageira. Pensava eu. Sábado acordo com olhos de sapo, inchados, e os lábios que mais pareciam os da Beyoncé. Lá fui eu, todo sexy, para as urgências. Mais uma injecção nas veias, uma nova troca de medicamentos e tudo voltou ao normal. Pensava eu. Domingo à noite reparo que estou malhado que nem um dálmata. Não, não eram malhas pretas, mas sim vermelhas. Sem comichão, o que, parecendo que não, torna as coisas bem melhores. Desta vez resisti e não fui ao hospital. As manchas passaram e eu deitei-me sossegado. Segunda-feira de manhã acordei e vi que tinha novamente umas manchas vermelhas na pele, mas nada de grave. Eram poucas, suportavam-se bem e aquilo, passadas umas horitas, desapareceu. Tudo resolvido. Pensava eu. Hoje acordo e vejo que tenho um olho, só um, que parece que se portou mal e levou um soco, está, portanto, inchado e agora em vez de ficar com lábios sexys fiquei com uma bochecha, só uma, igual à de um hamster depois de armazenar comida.
É este o meu novo eu. Alérgico não sei ao quê.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vamos ajudar o Rodrigo

Tem três anos e foi-lhe diagnosticada uma leucemia. Já fez e ainda faz quimioterapia, mas infelizmente isso não é suficiente para ele. Para viver precisa de um dador compatível para o seu transplante de medula. Esse dador pode ser qualquer um de nós. Para serem dadores basta que sigam as instruções que surgem no final de vídeo, bem depois de conhecerem esta criança maravilhosa que perdeu o pai num acidente quando ainda estava dentro da barriga da sua mãe.
Lembrem-se que podem até não ser compatíveis com o Rodrigo, mas poderão sê-lo com outras pessoas que precisam tanto de medula como ele. Importante é estar disponível a ajudar.  Poder ajudar é uma benção.
Eu já sou dador, segue o meu exemplo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Candy Crush

Isto é viciante. Cuidado.
Parece um jogo inofensivo, mas acaba por nos possuir. Acreditem em mim.
Quem tiver coragem pode encontrá-lo na App Store.

A minha passagem

Esta foi a última mesa de dois mil e doze. Foi de comer, beber e chorar por mais.
O ano terminou rodeado de pessoas que me querem bem e a quem eu só quero o melhor que esta vida tem. Não poderia ter terminado em melhor companhia. Os que estiveram comigo à mesa estão sempre presentes e num ano que de fácil não teve nada eles nunca faltaram. Os que estão no mesmo patamar sentimental e estavam longe da minha mesa estavam no meu coração e eles sabem.
Depois das doze badaladas, brindes, desejos, abraços e beijos fui para o salão de festas em casa de quem tem também um cantinho reservado no meu coração. Lá festejei este novo ano com amigos que me acompanharam nos últimos doze meses. Entrei, assim, no novo ano no meio de caras conhecidas e de sentimentos antigos, mas muito valiosos. Só quero que estes sentimentos e todos os que são bons durem e se fortaleçam durante estas próximas cinquentas e duas semanas e que no fim possamos estar, de novo, todos juntos e com motivos para celebrar e sorrir.
A noite foi calma, com amor, amizade e saúde. Tal como eu gosto.