quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Adeus, Facebook!

Criei o meu primeiro perfil no facebook há muitos anos. Em dois mil e cinco, talvez. Não me perguntem porquê. Certo é que no mesmo dia que o criei também o desactivei. Ninguém tinha e eu pouco ou nada entendia daquilo. Passados uns anos, quando já nem me lembrava que tinha tido vida no facebook, dei conta que o meu ficheiro já existia naqueles arquivos. Apercebi-me disso quando inseri o meu e-mail e a minha password habituais para a criação de uma suposta nova conta e surgiu a antiga. Era assim na altura e é assim hoje. A conta falecida renasce ao inserirmos os dados antigos.
Pois bem, de dois mil e nove criei um perfil d'O Olho Vivo, contudo os senhores do facebook acharam por bem eliminar-me e obrigar-me a criar uma conta pessoal. Assim fiz e de dois mil e dez até agora o meu perfil respirou todos os dias, sem interrupções, até ao último sábado, dia em que o desactivei. Depois de me ver obrigado a ter uma conta com o meu nome e o meu rosto eu criei uma página para quem quer estar a par das publicações deste blog e uma outra para quem quer seguir a marca de roupa que entretanto nasceu com o mesmo nome deste espaço. O objectivo principal do meu perfil naquela rede social era o administrar das duas páginas de que vos falei agora mesmo, porém, e como é normal, acabei por usar o facebook para encontrar velhas amizades e para conversar com gente com quem não estou normalmente. Nesse aspecto este mundo virtual é saudável. Reacende amizades e promove encontros que o tempo evita. É nisto e comercialmente falando. São os dois aspectos positivos da máquina de fazer dinheiro de Mark Zuckerberg.
Certo é que com o passar do tempo eu comecei a ver que o facebook era cada vez mais uma perda de tempo. Inconsciente, é verdade, mas uma perda de tempo. Gerir as minhas páginas era saudável e pouco tempo ocupava, mas a página pessoal fazia-me prender ao computador ou ao telemóvel e gastar minutos e horas que eu acho, muito sinceramente, que podem ser gastos de uma forma bem mais saudável. Ganhamos o hábito de entrar nesta rede social e nem nos apercebemos disso. Os comentários, os gostos, as fotografias, os vídeos, as notificações, os convites de amizade e as mensagens acabam por nos roubar uma parte da vida que não deve ser gasta à frente de um ecrã. Não estou a ser politicamente correcto, estou a ser sincero. Se todos nós pensarmos nisto com calma vamos chegar à mesma conclusão. Experimentem fazê-lo e depois digam-me alguma coisa.
Hoje tenho um perfil vazio de dados, de fotografias e de amigos. Tenho-o porque sou obrigado a ter um para poder gerir as páginas d'O Olho Vivo, a do blog e a da marca. Nada mais.
Agora cada um vós pode dizer-me que se todos pensassem como eu as páginas que administro deixariam de fazer sentido e é a mais pura das verdades, mas acreditem que há formas de contornar a situação e lembrem-se que as páginas do que quer que seja que existem no facebook só são uma realidade porque os perfis criados são cada vez mais e nunca o contrário.
Passaram, desde que desactivei a minha conta, seis dias e tenho a dizer-vos, do fundo do meu coração, que ainda não senti falta nenhuma do facebook. Esta é a verdade, não é uma frase que parece bem.
A propósito deste mundo virtual ou desta rede social, como queiram, li uma frase deveras interessante e que nos faz pensar. Desconheço o autor, mas o mesmo diz-nos que o facebook é como uma prisão. Estamos sentados, perdemos tempo, temos foto de perfil, escrevemos em paredes e interagimos com pessoas que nem sequer conhecemos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Vinte e oito

São anos, são meses, são dias.
São viveres, são respirares, são gestos.
São sorrisos, são lágrimas, são olhares.
São vitórias, são derrotas, são viveres.
São alegrias, são tristezas, são lutas.
São respirares, são atitudes, és tu.
Um aglomerado de coisas que te fazem tal como és. Especial.
Mereces o mundo embrulhado nos teus braços.
Quero o que de melhor há para ti. Hoje e sempre.
Não mudes nunca e se mudares leva-me contigo.
Parabéns. Pela data e pelo tudo que vales.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sertã

Eram quarenta e quatro pessoas numa excursão. Onze deixaram de conjugar o verbo viver na primeira pessoa. Trinta e três vão agradecer e interrogar Deus até ao fim dos seus dias.
Quem partiu que descanse em paz, quem ficou que seja forte.
Portugal está de luto.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cara lavada

Como devem ter reparado o blog está de cara lavada. Espero que gostem.
Os meus agradecimentos à ZonaFail pelo feito.

Neve

Começou bem, forte que eu sei lá, a prometer que ia ser muita. Encheu-me de esperança, a safada, mas no fim de tudo acabou por não ser nada. Uma vergonha, portanto. Foi uma terça-feira a rezar por um manto branco, um dia inteiro a pensar que não ia, sequer, conseguir chegar a casa, tanta seria a neve, e no fim de tudo só chuvinha. Neve, que é boa, nem vê-la.
Ainda tenho esperança que este ano neve como mandam as regras, mas é uma esperança que tem o peso de um pena. Assumo.
A ver vamos, como diz o cego.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Amor de mãe

Amor de mãe é isto. É um bombom na almofada da cama.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ContraCapa


A ZonaFail é um site de entretenimento que conta com milhares de visitas diárias. Tudo o que de importante cai na net, eles partilham. Os melhores vídeos, as melhores fotos e as mais importantes notícias estão lá. Não duvidem do que vos digo, é a mais pura das verdades.
O administrador desta página decidiu, recentemente, criar uma nova rubrica, um artigo de opinião, e achou por bem convidar-me. A minha resposta foi positiva. Vejo, muito sinceramente, com bastante entusiasmo este novo projecto que tem o nome de ContraCapa e consiste num amontoado de palavras, devidamente ordenadas, que termina com a minha assinatura.
A primeira edição da ContraCapa está no ar desde sábado e conta, até ao momento, com cento e setenta e nove partilhas e milhares de leituras. Uma maravilha, portanto.
Deixo aqui o meu obrigado a quem criou esta oportunidade e a todos os que a valorizam.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Liestrong

O ciclismo não é, de todo, o meu desporto de eleição. Gosto da envolvência e das chegadas ao sprint. O resto não me diz nada. O pedalar de dezenas de homens que não conheço durante horas a fio para mim significa zero. Muito sinceramente.Contudo, e mesmo não sendo um amante do ciclismo, eu adorava o Lance Armstrong. Eu queria comprar o livro dele. Via-o como um exemplo, um lutador nato, em cima da bicicleta e na vida. Ele venceu um cancro e depois disso venceu sete voltas à França. Era impossível não admirar um homem destes.Quem gosta da vida e do desporto levantava-se para aplaudir Armstrong. Ele não era um exemplo apenas no ciclismo, ele era um exemplo para o mundo. Dentro e fora do desporto. No arquivo onde estava o nome deste ciclista estão nomes como o de Michael Jordan, Ayrton Senna, Pete Sampras e Pelé, por exemplo, e lá irão entrar nomes como o Tiger Woods, Kobe Bryant, Messi e Federer, entre outros. São os chamados predestinados. Nasceram com um dom e naquilo que fazem são, em tudo, superiores aos outros.
Eu adorava e eu admirava o Lance Armstrong. Os verbos estão no pretérito e de lá não vão sair. Pelo menos para mim. Já não o adoro, nem o admiro.  Pior que eu estarão, de certeza, os amigos, os familiares e os fãs que o defenderam sempre, e que, como o seu filho, sempre disseram que o que se dizia sobre ele era mentira. O ciclista americano viu esta bola de neve a começar e a crescer a uma velocidade louca, viu os que o amam e os que lhe querem bem a entrar nela por ele. Viu tudo isto e, sentado num egoísmo sem medida, deixou andar. Preferiu desfrutar da falsa fama que tinha e usar o que de bom sentiam por ele para se proteger. Isso é feio, é muito feio.

Agora, depois do próprio ter assumido que se dopou, inclusive em todas as suas sete vitórias francesas, e que tinha o esquema de dopping mais sofisticado da história do desporto, há quem venha para a praça pública dizer que todos os outros também o fazem. Quanto a isto é importante que se diga que ninguém sabe se os outros o fazem ou não. Até que o provem, ao contrário de Armstrong, eles são todos inocentes. Por fim, e mais importante, o que fazia a diferença entre o americano e os demais era precisamente isso. Ninguém duvidava dele, ele era especial, ele venceu o cancro, ele venceu sete voltas à França, ele era muito melhor que os outros, ele tinha um dom. No mundo existiam dois tipos de ciclistas: o Armstrong e os outros. Agora não! Agora, pelos vistos, todos os ciclistas são uns dopados. Isto não é mais nem menos que tentar fazer do acto de terrorismo desportivo uma coisa banal. Com esta confusão toda quem acabou por cair foi a classe do ciclista. Isto tem lógica? Não tem, porra!
O Lance Armstrong dopou-se, viciou resultados, mentiu ao desporto e aos seus amantes, enganou os que, de uma maneira ou de outra, lhe são próximos e viveu, à grande e à francesa, durante anos a fio à custa de uma farsa. Isto não se faz e ponto final. Nenhum desportista o deve fazer, muito menos alguém com o tamanho  mediático dele.

A confissão tem sempre o meu aplauso, seja em que situação for, mas infelizmente não resolve nada. A do ciclista, na minha óptica, serviu para lhe tirar um peso na cabeça, para sacudir a pressão que já lhe devia esmagar o peito, e, acredito, para ganhar muito dinheiro. Desculpem-me, mas duvido que ele não tenha tido qualquer proveito económico com esta confissão pública.
Armstrong será sempre recordado, fará eternamente parte da história do desporto, mas infelizmente os motivos nunca serão merecedores de aplausos. Ele será o alarme das falsidades desportivas e graças a ele, a partir de agora, qualquer humano se sentirá no direito de duvidar dum predestinado.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013