quarta-feira, 25 de junho de 2014

Rowden e Leizel

Rowden e Leizel estavam noivos há quatro anos, foram pais de uma menina há dois e iam casar no próximo dia oito de julho. Iam. A vida não deixou. Um cancro no fígado de Rowden fez deste conto de fadas um filme de terror. Com apenas vinte e nove anos o corpo deste jovem cedeu e por muito que ele tenha lutado, acabou mesmo por sucumbir, mas não sem antes realizar o seu maior sonho, aquele que tinha sido prometido há dois pares de anos atrás, quando a vida ainda era justa, o casamento com o amor da sua vida. E assim foi, Rowden e Leizel casaram-se no hospital, na presença emocionada dos seus entes mais queridos e tendo como principal testemunha o fruto daquele amor, a filha de ambos.
A vida nem sempre é como nós queremos, mas nem tudo tem que ser como ela quer e se há coisas que a vida não nos leva são os sentimentos, esses ficam para sempre, mesmo depois da morte, como ficou, certamente, o amor deste casal.
Sejamos também nós testemunhas deste amor. Arrepiem-se e chorem.

Rowden faleceu dez horas depois de se ter casado.

terça-feira, 24 de junho de 2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

É o que é!

Importante é a barba do Meireles, a selfie com o Cavaco Silva, a ausência do Quaresma, a loucura à volta de Ronaldo, o hotel onde vai ficar a equipa, os quartos personalizados para os jogadores, as pessoas que foram assistir aos treinos, a camisola dada a quem invadiu o campo, as conferências de imprensa e o clube em que vão jogar os nosso jogadores na próxima época. Isso é que é importante. Os treinos, a adaptação ao clima, a concentração, o estudo do adversário e a noção de que esta é uma competição onde errar é proibido não interessam a ninguém. Poderá não ser só por aqui, mas a derrota de ontem também passa por aqui. Disputar um mundial está acima de qualquer capa de jornal, de qualquer página de revista e de qualquer abertura de telejornal. Estes rapazes têm que estar lá de corpo e alma, de coração nas mãos e capazes de comer relva, se preciso for. Só assim chegaremos onde todos queremos e onde eu acredito que chegaremos.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Estacionamento palerma

Em Vila Real, o chamado estacionamento palerma. Ou melhor, os estacionamentos palermas. Foram dois, no mesmo local, no espaço de uma hora. Era importante, para o bem estar do mundo em geral, que as pessoas entendessem que a liberdade delas termina quando começa a dos outros.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cirurgia do menisco

Correu tudo muito bem, segundo o autor da obra.
Até à data não tive uma única dor, o que é realmente fantástico. Nada a ver, portanto, com a cirurgia de dois mil e oito ao ligamento cruzado anterior. Esta foi, no que ao pós operatório diz respeito, muito tranquila. Quatro dias de muletas e depois comecei a andar, devagar, é certo, mas a andar, sendo que apoiei o pé da perna operada desde o dia da cirurgia. Foram apenas seis dias com linhas no joelho, ao sétimo dia já não tinha qualquer ponto, apenas os steri-strips. A fisioterapia começou quando os pontos terminaram e tudo corre muito bem. Caminho quase sem limitações, dobro o joelho com facilidade, embora sem a amplitude máxima que virá com o tempo, e conduzo normalmente.
Agora é uma questão de tempo, mas acredito que ficarei totalmente recuperado.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Malta da bola,

sei que tudo farei para que o meu regresso aconteça, acreditem, mas também tenho presente que nem tudo depende de mim e é com isso no pensamento que quero, desde já, agradecer a todos os que de alguma forma, ao longo destes vinte e dois anos, fizeram parte da minha vida futebolística. O meu obrigado aos que comigo partilharam as quatro paredes de um balneário, àqueles que foram como irmãos dentro das quatro linhas, aos adversários que estiveram do outro lado, aos muitos treinadores que acreditaram em mim enquanto jogador e enquanto homem, aos vários directores que nunca deixaram que nada me faltasse, aos departamentos médicos que tantas vezes cuidaram de mim e aos adeptos que sempre me respeitaram. Cada um de vós tem em mim um amigo, garanto.
O futebol é muito mais que uma bola e vinte e dois jogadores, é muito mais que treinos e jogos, é muito mais que um remate ou um passe, o futebol é um sentimento que não morre, por isso, aconteça o que acontecer, o futebol vai estar sempre dentro de mim e se tiver que lhe dizer adeus sei que o farei com as lágrimas nos olhos, sei que vai doer muito, mas com a certeza de que valeu a pena, pelas amizades, pelos ensinamentos, pelas experiências vividas, por tudo.
A todos o meu eterno obrigado, de coração.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Manuel Palito

Ao que tudo indica Manuel Baltazar, mais conhecido por Palito, assassinou a tia e a mãe da sua ex-mulher, e, para além disto, terá disparado também sobre a filha e a ex-mulher, que, felizmente sobreviveram. Isto é do conhecimento publico. Há mais de um mês que não se fala de outra coisa nos meios de comunicação social. O país inteiro sabe quem é este homem e o que, supostamente, terá feito. Agora que temos isto como certo, alguém é capaz de me explicar por que razão havia gente, à entrada do tribunal, a aplaudi-lo? É que eu não entendi. Agora batem-se palmas a quem foge da polícia, por quem era procurado, há mais de trinta dias por estar acusado de ter matado duas pessoas e ter ferido outras duas com uma arma de fogo? Está tudo maluco, é?
Até entendo que o alargado insucesso das autoridades policiais e o consequente tempo de fuga possam ser, como efectivamente foram, motivo de chacota e de riso, como comprova a concorrida página de facebook criada com o nome do fugitivo, mas tudo tem limites. O homem foi apanhado, foi decretada a prisão preventiva e agora vai aguardar pela mão da justiça. O circo acabou. Quando quiserem aplaudir alguém aplaudam alguém que fez mal a um dos vossos. Se tiverem estômago para isso, claro.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vou à faca!

Em trinta anos de vida esta é, por incrível que pareça, a minha sexta cirurgia. A segunda ao joelho direito. Todas com anestesia geral. Se há seis anos foi o ligamento cruzado anterior que me atirou para a mesa de operações, desta vez é o menisco. Coisa simples, diz quem opera.
Os medos estão presentes, principalmente em quem me é próximo. Eu, muito sinceramente, não tenho muito. Quero é despachar isto de uma vez por todas, mesmo tendo a perfeita noção de que todas as cirurgias têm riscos, principalmente as que exigem a anestesia geral, que é, muito sinceramente, o que sempre me preocupa mais.
Dia vinte e sete lá estarei, nas mãos de quem cuidou de mim há seis anos atrás, com a certeza de que tudo correrá da melhor forma possível. Deus é grande e nunca me falhou.

terça-feira, 20 de maio de 2014