segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
2015
Um dia já foi. Este, por sinal, bem tranquilo. Cama, mesa e sofá, como de costume.
Amanhã começo a trabalhar no fim de um projecto já com algum tempo. Vai ser um inicio de ano duro, com muito trabalho, mas com a certeza de que vou conseguir.
Venha de lá esse 2015!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Dois mil e...
Passou mais um ano. Assim, num abrir e fechar de olhos. Deste que hoje acaba só posso falar bem. Graças a Deus. Olho para trás e vejo que tive saúde, que fui feliz, que realizei muitos dos meus desejos, alguns de uma vida. Os meus, aqueles que amo, estão bem, estão perto de mim e sempre presentes. Isso é o que realmente importa. Quero-me sempre assim, feliz e de coração cheio. É de peito feito que vos digo que este será um ano que eu jamais irei esquecer. Não que tenha sido mais que outros que já lá vão, também teve dias menos bons, como todos os que já foram, mas marcou e carimbou muitas conquistas minhas. E é isso que fica, é isso que eu guardo, com o resto eu aprendo. Não tenho espaço para guardar dores e rancores. Recuso-me a isso. A vida é demasiado curta, acreditem. Isto do viver não é mais que uma passagem, não tem tempo para ter defeitos. Procurem virtudes no vosso dia a dia, olhem para quem vos ama e sintam-se recompensados, não invejem ninguém, queiram ser melhores por vós mesmos, não pelos outros, procurem os vossos amigos nas horas boas, mas não permitam a vossa ausência em horas contrárias, queiram mais, todos os dias, mais para vós e para os vossos, tenham gestos, mesmo que pequenos, que marquem e à noite, sempre que se deitarem, fechem os olhos e procurem o gesto que marcou o vosso dia, se o encontrarem vão ver que o vosso sorriso vai adormecer no vosso rosto, bem por baixo do vosso nariz.
A quem me fez bem o meu obrigado, a quem me prejudicou o meu obrigado também, aprendi com ambos, mas permitam-me selecionar. Na minha vida só diz presente quem eu quero. Sempre foi assim, mas isto da idade acaba por vincar certas maneiras de ser e de estar, não estranhem.
A quem me lê desejo um ano novo cheio de saúde, farto de paz e coberto de alegria. Que cada dia seja realmente uma nova oportunidade, vamos fazer com que valha a pena viver e sejamos felizes, de verdade!
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Sem tempo, mas feliz
Hoje um amigo reclamou. E com razão.
O blog está parado há mais de um mês. Nunca tal aconteceu.
Eu com tanta coisa boa para contar e o mundo a viver na ignorância.
Ando feliz. Feliz como há muito não andava. Ou, indo mais longe, feliz como nunca andei.
Não vos quero dizer que estou mais feliz do que nunca. Não, não é isso. Sempre fui feliz, mas esta é uma felicidade diferente. É ser homem realizado. É viver de peito cheio. É sentir-me completo. É querer e ter. É ser útil e preciso. É ser importante. É ter peso na hora de decidir. É ser o que sempre sonhei. É ter o que sempre quis. É ter o que amo e ser o que quero todos os dias. Todos os santos dias!
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Não me esqueci
Não, não me esqueci do blog, perdi foi o tempo que era dele.
Para quem me lê fica o meu pedido de desculpas. Tem sido mesmo impossível.
Logo que possa vou sentar-me convosco à mesa e vamos conversar com calma.
Até lá.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Marinho Pinto, o verdadeiro
A entrevista de quem diz que um "salário de 4.800€ não permite padrões de vida muito elevado em Lisboa" está aqui. Façam o favor de a ler. É sempre bom conhecer aquele que muitos apelidaram de justiceiro e de dono da verdade. Percam um pouco do vosso tempo e no fim digam-me se é deste tipo de pessoas que o nosso país precisa. Eu, infelizmente, já o conhecia, mas para todos os que defendiam enquanto ele se cobria de cinismo e hipocrisia fica a apresentação do verdadeiro Marinho Pinto.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Cancro,
vou tratar-te por tu porque nós, infelizmente, já temos uma história.
Conhecia-te de nome, nunca tinha privado contigo, até que um dia resolveste aparecer, sem ser convidado, como é teu costume, e eu fui obrigado a ter-te na minha vida, nos meus dias e nas minhas noites. Sim, nem na hora do descanso me largaste, eu tive que dormir contigo ao meu lado, acordar e ver-te lá, no mesmo sitio onde estavas quando eu me deitei. Lembras-te? Aposto que não. São tantas as camas em que te deitas, por que razão haverias tu de te lembrar da minha? Lembro-me eu. E bem! A minha cama virou um berço porque eu, homem feito, virei um bebé. Eu estava indefeso, sem chão, de mãos dadas com o desespero, nos braços da agonia e com o peito esmagado pela dor. E mesmo assim, tu, não te inibiste de estar ali, a olhar-me nos olhos, durante cada segundo do meu dia a dia, a dar gargalhadas de vitória, enquanto eu chorava prostrado diante de ti e te implorava para ires embora. Propus-te uma troca, ofereci-te a minha vida, disse-te que a levasses, mas que deixasses as daqueles que eu amo. Ignoraste-me. E tudo foi como tu quiseste. Tudo!
Deste luta, mas acabaste por partir, desgostoso, acredito, por não teres o que querias, mas foste e espero, por tudo o que de mais sagrado tenho, que tenhas ido de vez. Não me ri, nem mesmo quando viraste costas, porque sei, e essa é a mais importante das armas, que tu és mais forte que qualquer um de nós. Sei quanto vales e até onde podes ir. Sei também que por muito que lutemos tu nunca irás perder, podes é desistir e depois disso a nós resta-nos rezar e pedir a Deus que evite o teu regresso.
A tua maldade não tem limites e isso é assustador. Tu não escolhes idades, tu tanto atacas um homem como uma mulher, tu desafias os adultos e os idosos, e pior, és capaz de querer medir forças com uma criança. Uma criança, porra! Com poucos anos, algumas com meses, e até mesmo com semanas ou dias de vida. Páginas de uma história que está ainda em branco, que nem o "era uma vez" tem, e tu nem tempo lhes dás para sonhar. Porquê? Que mal te fizeram essas crianças para as arrastares pelas ruas do sofrimento? Tem vergonha! Cada pessoa que tu arrastas, seja ela quem for, não rasteja sozinha, vai de braço dado com a mãe, o pai, a mulher, o homem, o filho, a filha, o irmão, a irmã, o amigo, a amiga, um universo infinito de gente que sofre, que tem uma dor que não é física, mas que dói tanto que mais parece.
Nem te devia dizer, provavelmente regozijas-te com isso, mas contigo presente tudo deixa de fazer sentido. A vida perde cor. O dia a dia é um fardo demasiado pesado. Os que atacas, caem numa cama, e os outros, os que amam quem cai, andam de pé, mas no fundo estão deitados, deitados aos teus pés a pedir-te, por tudo, para os deixares viveres outra vez. Só mais uma vez.
É estranho o que te vou segredar, mas é verdade, é a tua presença que muitas vezes nos mostra quão boa a vida é. Sabes porquê? Porque és tu, meu maldito, que nos mostras que todas as pequenas coisas da vida são boas, até aquelas que nós intitulamos de más. É contigo que entendemos que um arrufo de amor, uma chatice no trabalho, um toque no carro, um telemóvel partido, um emprego perdido, um divórcio, um estalo, um insulto, uma ameaça, uma despedida, uma distância, sei lá, uma série de coisas, daquelas que tantas vezes no atormentam, não valem nada. Rigorosamente nada! Porquê? Porque importante mesmo é estarmos rodeados de gente que nos ama, gente que realmente nos quer bem, gente que ri só porque nos vê rir, gente que chora connosco mesmo sem saber o motivo, gente que exulta com as nossas vitórias, gente que nos dá a mão quando caímos, gente que gosta de nós como somos, cheios de defeitos e com muitas virtudes, gente que sente de coração cheio, sem falsos moralismos, sem cinismos, gente que nos olha nos olhos e, mesmo em silêncio, nos diz aquilo que realmente nós queremos e precisamos de ouvir.
Sabes, cancro, tu és terrível, tens uma força desmedida, és aquele que vence quase sempre, mas não tens o brilho da vida. Não, não tens. Não tens e nunca vais tirar. A vida será sempre mais que tu, independentemente do teu tamanho.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
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