
Dia vinte e quatro só terminou de laborar às dezoito e trinta. Apontem: dezoito e trinta.
Chegado a casa dei um arranjo à minha pessoa. A ocasião assim o exigia.
Fui com os que me amam ter com aqueles que me esperavam e que me amam também.
Antes de jantar ainda houve surpresa por outros que também conjugam o verbo amar comigo. Surpresa rápida, mas muito boa.
Muito amor mesmo, tal como tem que ser nesta data. Era Natal. Era.
Jantar muito bom. Só coisinhas boas na mesa. A dieta estava aos pulos.
O sofá, a lareira e um cinema caseiro ajudaram a empurrar os ponteiros do relógio até à meia noite. Hora oficial para abertura dos presentes.
E lá começou a loucura. Laços, papel de embrulho, caixas e plásticos. Tudo isto ia rebolando no chão. Mais acima estavam os sorrisos e a alegria de quem recebe e dá com amor.
Adorei cada prenda minha. Aliás, eu adoro prendas. Sempre, mas mais mais no Natal.
E a noite lá se foi dividindo entre o sofá e a lareira, a mesa e o champagne.
Depois foi tempo de cumprir a tradição e passar umas horas da noite na companhia dos amigos. Na rua, como sempre foi e sempre será, com uma fogueira caseira a aquecer-nos o corpo e a alma. Havia mais coisas a aquecer o corpo e alma, mas isso agora pouco importa.
Assim foi o vinte e quatro.
O vinte e cinco é o dia de voltar a juntar o amor e este vinte e cinco teve direito a reforços de luxo. Assim só para ficar perfeito. E ficou mesmo.
Lá exibimos as prendinhas, como é da praxe. Comemos bem e bebemos ao mesmo nível.
Ambiente agradável, comida boa e gente ainda melhor. Mas muito melhor mesmo.
Não se pode, mas também não dava para pedir mais.
Durante a tarde ainda fui a tempo de levar uma lição da menina Wii Fit. É dura a moça. Dura, mas muito simpática. Gostei muito dela. Brevemente vou voltar a visitá-la, prometo.
A noite foi reservada para visionamento de filmes directamente da minha caminha. Foi assim que aguardei pelo sono que não demorou a vir e terminou com o meu Natal perfeito.