sábado, 14 de junho de 2008

Martinho da Vila

Depois de um bom jantar sabe sempre bem um bom serão.
Venha o Martinho da Vila, ao vivo.
É para lá que me dirijo agora.
Esta faz lembrar uma bela noite de verão, pena começarem as frequências já para a semana.
Gozando enquanto se pode.
Martinho da Vila - Mulheres

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Chegou...

O calor chegou sem avisar.
Será que é para ficar?
Eu já nem sabia o que era isto.
Fico mole, quase derretido.
Isto é bom para não fazer nada e eu tenho tanto para fazer.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Será?

Será que também olhas por mim se eu caminhar sozinho?

domingo, 8 de junho de 2008

Penso eu...

Ontem começou o Euro 2008.
Portugal venceu a Turquia por 2-0.
Tudo muito bonito.
Mas não se esqueçam que os combustiveis continuam a aumentar, que os pescadores continuam em greve, em suma, não se esqueçam que este país continua em chamas.
Hoje desisti da SIC quando o relógio marcava 13h43min e o telejornal apenas tinha falado do Euro e da Selecção. (43 minutos!!!!)
Haja bom senso e vergonha na cara.
Portugal só venceu um jogo (a uma equipa acessivel), não ganhou o Euro.
Não atirem areia para os olhos dos portugueses.
É vergonhoso o que esta comunicação social faz!!
Acabei de almoçar, olhei pela janela e vi o céu azul rasgado por um sol brilhante.
Do que me lembrei logo?
Exactamente...
Está um bom dia para estudar direito do ambiente, mais própriamente a poluição do solo.
Agora vou disfrutar!
Com licença.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Justo, mas...

A UEFA decidiu que o FC Porto está, por uma época, fora das competições europeias, mais concretamente da Liga dos Campeões.
Esta, como todas as decisões judiciais, está sujeita a recurso.
O FCP tem toda a legitimidade de interpor recurso. É a parte derrotada no processo e se acha que de forma errada, então deve recorrer.
Não vou dar uma opinião juridica sobre o caso. Apesar de ser estudante de direito, não conheço o processo e quando assim é o melhor é não tecer comentários técnicos.
Ficar-me-ei pela opinião de adepto.
O que se segue é apenas uma opinião, quase que uma conversa de café.
Sou portista. Amo o meu clube, sofro por ele, vibro com as suas conquistas e, acima de tudo, sei ver o que de mal por ali se passa (penso eu) ou pelo menos tento.
Como já disse e volto a referir, eu não vou comentar tecnicamente a decisão juridica da UEFA. Quem decidiu sabe bem mais de direito do que eu ou qualquer um de vós, pelo menos assim presumo.
Quem erra tem que ser punido. O FC Porto, ou quem o comanda, errou, logo tem que ser punido. Quanto a isto penso que não há qualquer tipo de dúvida. É pacifico para todos.
Critico que uma lei de 2007 venha julgar e condenar um acto de 2003. Não porque se tenham passado 4 anos, mas sim por punirem um acto que foi julgado e punido, percorrendo todo um caminho processual até atingir a sua consagração máxima: o transito em julgado. O atingir desta fase impossibilita qualquer das partes de agir judicialmente, isto significa que nem pode haver recurso, nem pode haver qualquer alteração à pena.
Exemplo prático e talvez exagerado, mas talvez vos ajude a perceber a minha renitência face a esta decisão. O Sr. A mata o Sr. B, A é julgado e condenado a 16 anos de prisão. Cumpre e depois sai uma lei que diz que quem matou antes ou depois da referida lei sair será condenado à pena de morte. Então vamos buscar o Sr. A a casa e matamo-lo. Acham justo?
Pois bem, a Comissão Disciplinar da Liga julgou e puniu o FCP, enviou o processo para a UEFA (porque os regulamentos a isso o obrigam) já depois da sentença atingir o transito em julgado, o que, à partida, pressupõe que não haja lugar a qualquer tipo de punibilidade do acto ilicito, mas houve: FCP fora da Liga dos Campeões durante uma época.
Nesta altura surgem outras perguntas: Então o Milan e a Juventus? Não são punidos? Porquê? Qual a base da sua defesa? A lei, de 2007, que pune o FCP, prevê que qualquer clube que tenha praticado actos de corrupção desportiva, antes ou depois da sua entrada em vigor, será afastada das competições europeias. Simples. Mas se punimos o Porto teremos que punir os dois clubes italianos. Não que eu fique melhor com isso, mas a justiça existe e tem que ser igual para todos - à partida.
Um outro ponto é a maneira como se arranja um substituto para o lugar do TRI Campeão Nacional. Desculpem, mas não posso concordar.
Na época de 2007/2008 o Benfica foi 4º classificado, ficou apurado para a Taça UEFA e ponto final; o Vitória de Guimarães ficou em 3º lugar, tem direito a disputar a 3ª pré eliminatória da Liga dos Campeões; o Braga vai à Intertoto. Parece pouco complicado.
O FCP, na época finda, foi um campeão digno, justo e bem claro para todos e não recai nenhuma acusação sobre o clube referente à época há pouco terminada. Então eu pergunto: O Futebol Clube do Porto é punido por ilicitudes cometidas em 2003 e 3 ou 4 clubes são beneficiados na época de 2008/2009? Não me parece justo, sinceramente.
Não digo isto por raiva ou como uma qualquer tentativa de vingança.
Em relação ao Benfica, assumo que por mim nem à UEFA ia, o Braga nem me aquece nem arrefece, mas o Vitória de Guimarães tem a minha simpatia e torci por eles até ao fim, queria vê-los na Liga dos Campeões (pelas vias normais), gosto daquele clube porque aquelas gentes (principalmente o meu grande amigo Gu) me ensinaram a fazê-lo e irei gostar sempre e caso tudo isto se confirme será o meu clube na Champions League. Desculpem-me os vitorianos e todos aqueles que de mim discordam, mas por mim quem ocuparia o lugar do FCP seria o Zenit, vencedor da Taça Uefa.
Pode ser parva, mas esta é a minha opinião sobre a decisão da UEFA.
Saibam aceita-la e tentem compreende-la.
Desculpem qualquer coisa.

Hoje...

Só os benfiquistas e os vimaranenses acreditam.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Não vejo, mas...

Há mais de dois anos criei este espaço. Abril de 2006.
A brincar nasceu um blog.
Eu, idealizei-o. João, um amigo, incentivou-me. Eu, criei-o.
Nasceu com o intuito de criticar falhas de outros, daí o nome "O Olho Vivo".
Mas depois pensei: "quem sou eu para criticar quem quer que seja?" Resposta: NINGUÉM.
Mudei de estilo. Ganhei adeptos? Penso que sim, mas certezas não tenho.
O contador de visitas ja passou as 15 000 mil visitas, é já o segundo contador. Resumindo este blog deve andar perto das 20 000 visitas, ou já passou, não sei.
Por aqui passam amigos, desconhecidos, pessoas que me querem bem, pessoas que me querem mal, pessoas que me elogiam, pessoas que me criticam.
Por aqui passa muita gente que eu não conheço, que nunca vi, que nem sequer consigo imaginar quem serão.
Sempre que abro o meu blog e vejo que estão 5 ou 6 ou 2 pessoas online imagino quem serão.
É estranho escrever para qualquer um, mas é bom ser lido por um qualquer.
Gosto deste cantinho. Sabe bem à minha alma.
Aqui solto o meu egoismo, escrevo para mim, sabendo que cada um de vós vai ler o que escrevo.
Até quando vai durar isto? Não sei.
Apenas sei que um dia que acabe vai-me custar. Vou sentir falta de algo.
Não sei quem está desse lado.
Não vejo, mas...agradeço, a todos vós, cada pedaço de leitura que daqui levaram.

domingo, 1 de junho de 2008

Domingo

Dia estranho este.
6 da tarde e eu embrulhado no pijama.
Só me apetece ganhar sono e dormir.
Passam as horas, devagar.
Os ponteiros do relógio não rodam, caem.
A vida está parada.
Nem chove nem faz sol.
Espreito e não vejo o fim deste dia.
O domingo é recheado de tédio.
Só me apetece pontapeá-lo.
Porque estás tão longe, tu?
Vem cá, senta-te aqui.
Dá-me a mão, encosta a tua cabeça no meu ombro.
Ajuda-me a passar este enfadonho domingo.

terça-feira, 27 de maio de 2008

As páginas que se viram...

A vida é um livro escrito por cada um de nós, mas só os mais próximos o conseguem ler.
Há páginas que deixam saudades.
Eu, pessoalmente, tenho saudades do passado. Muitas.
Sou nostálgico por natureza e há coisas que eu gostava de voltar a viver.
Não as vou viver, eu sei, mas posso recordá-las.
Muitas são as vezes em que perco horas a olhar para fotos, a recordar momentos.
Fecho os olhos e viajo para o passado, quando eu era apenas um menino.
Um menino com muito vicio do futebol.
Nesse aspecto ainda hoje sou muito menino.
Com apenas 8 anos participei num campo de férias, onde se realizavam torneios de futebol, foi aí que fui convidado para jogar na Escola Diogo Cão.
Orgulhoso, comuniquei a noticia aos meus pais, que me apoiaram, como sempre.
Lá foi o menino de Constantim até Vila Real, mais propriamente para o Campo do Calvário.
Até tremia de nervoso no primeiro treino.
Eu com 8 anos e quase todos eles com 11/12 anos.
Não havia Escolinhas como hoje.
Dos 8 aos 12 eramos infantis e ponto final.
Campo de 11 e não de 7, como se verifica na actualidade.
O facto de ter muita gente da minha aldeia no clube ajudava.
Mais velhos, todos amigos, foi um ano para mais tarde recordar.
Foi o último ano de Simão Sabrosa no clube.
Vinhamos todos na carrinha do clube, eram viagens curtas, mas fantásticas. Rir e rir e rir.
Foi nesse ano que começaram as minhas aventuras em França, nos miticos Torneios de Grasse.
Uma semana das férias da Páscoa estava sempre reservada.
Que saudades desses tempos.
As viagens mais do que longas, horas e horas dentro de um autocarro.
A passar o tempo como se podia, geralmente a aparvalhar, como é próprio da idade.
Há coisas que não esqueço nunca mais.
A primeira viagem. 8 aninhos e aí vai ele para o "outro lado do mundo".
O medo, a ansiedade, as saudades, mas acima de tudo a ansiedade de ver o que era aquilo, de jogar futebol num país estrangeiro, com jogadores de vários países europeus.
Foi complicado partir sem os meus pais para um país tão distante.
Acreditem que foi complicado. Foi há 16 anos. Imaginem.
Paravamos nas bombas de serviço e íamos sempre comprar qualquer coisa. Não falhava.
Nessa altura tínhamos poder de compra, graças ao dinheiro que os pais nos davam para a viagem.
Fui 5 anos consecutivos a França. Dos 8 aos 13. Sempre criança felicissima.
3 anos no Torneio de Grasse e 2 no Torneio de Toulouse.
O de Grasse era muito bom, mas o de Toulouse era qualquer coisa.
Em Toulouse havia equipas como Marselha, Borussia de Dortmund, Barcelona, entre outras.
Era fantástico.
Nestes 5 anos vivi coisas que não vou esquecer nunca.
Coisas que ficam:
As viagens
Os hóteis.
As noites em branco preenchidas com muita palhaçada.
As batatas fritas com ketchup (em Grasse).
As fotos que nos tiravam durante os jogos e depois afixavam para vender.
As cidades que conheci: Grasse, Mónaco, Marselha, Toulouse, San Sebastian, entre outras.
Os estádios que visitamos: Mónaco, Marselha e Real Sociedade.
As entrevistas para a Rádio que os meus pais ouviam cá.
Os telefonemas feitos das cabines telefónicas e cornometrados ao segundo ( o cartão tinha que dar para todos).
Ouvir o hino nacional antes dos jogos. Arrepiante.
E depois há sempre episódios que não se podem partilhar, que ficam só entre quem lá esteve.
Eu admito, era puto, mas era reguila, não era fácil controlar-me.
Sempre que alguma coisa acontecia eu era o principal suspeito.
Havia sempre alguém que acordava com pasta dos dentes no cabelo, com açúcar na cama, entre outras coisas mais.
Pronto eu assumo, eu não dormia de noite para poder apanhar o pessoal a dormir e só assim podia dar asas à minha imaginação. Sacrificios que têm que ser feitos.
Em 5 anos que fui para estes torneios nunca consegui ficar num quarto só com colegas.
Lembro-me perfeitamente quando faziam a distribuição de quartos. Cada um de nós a escolher com quem queria ficar e sempre que eu abria a boca para dizer com quem queria ficar, tinha como resposta um " Cristiano, tu ficas no quarto do treinador. Era bonito dormires sem um adulto por perto."
Claro que conseguia fugir de noite e claro que conseguia pregar partidas ao treinador ou ao director que dormia no meu quarto, mas é sempre complicado alguém com o meu talento para a coisa ter tanta restrição.
Se me tivessem dado liberdade hoje teriam muito mais para contar. Mas pronto, fiz o que pude.
Isto já vai longo, por isso vou finalizar com o resumo do meu último torneio.
Lembro-me que era capitão e fui expulso logo aos 7 minutos de jogo por uma entrada mais durinha (coisas da bola e...eu não gosto muito de franceses).
Pensei que o Presidente me ia matar quando viu o cartão vermelho no ar. Momento eterno.
Esse ano as noites no hotel foram o fim do mundo.
Eu consegui não dormir (quase todas as noites) e pregar partidas a toda a gente, incluindo directores e treinadores. Adormeci na última noite por volta das 6 da manhã, não aguentei mais.
Resultado: acordei deitado no corredor do hotel coberto com chocolate derretido. Culpados: directores e treinadores.
No regresso a Portugal lembro-me de vir sempre ao lado do motorista para não adormecer e recordo-me perfeitamente de ele me perguntar: "oh miudo, tu não dormes nunca?" e eu respondia-lhe: "não posso, se dormir eles apanham-me e assim dormem eles e eu aperto-lhes os cordões das sapatilhas aos bancos do autocarro" ... o homem desmanchava-se a rir quando eles começavam a acordar e ouvia-se: "oh Cris já chega,não?" ou "Cris quando adormeceres estás feito!" e pronto lá tinha que vir eu ao lado do motorista para não ser apanhado.
Enfim, isto tudo será eterno, eterno mesmo e recordado sempre com um saudosismo enorme.
Já passou, já foi há muito tempo, mas foram momentos vividos sempre com o máximo de intensidade.
Os jogos, os resultados e os golos eram importantes, mas importante mesmo era o que era vivido fora das 4 linhas.
Os torneios em França são uma página virada há muito, mas é também uma página que eu leio vezes sem conta, sozinho e em silêncio.
Quem lá foi entende bem do que falo.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ricardo Quaresma

Porque convivi contigo e sei a pessoa que és.
Porque sei do que és capaz.
Porque te acho um senhor dentro e fora do campo.
Porque te admiro.
Aqui fica...