terça-feira, 15 de Abril de 2014

Oito anos

O blog fez oito anos e ninguém deu conta. Nem eu. Foi dia quatro deste mês.
Duas mil cento e cinquenta e cinco publicações. Milhares de linhas. Milhões de palavras.
Já vivi tanto com quem me lê. Tanto, tanto! Obrigado, de coração.
Voltem sempre.

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Informação

Serve a presente para informar todos os interessados que eu não atendo chamadas laborais às sete horas da manhã. Pode até não parecer, mas eu gosto de dormir, principalmente de madrugada e num dia de semana. Agradeço a vossa compreensão.

sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Pensamento #4


quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Convidado

Todos os anos a Escola Profissional do Nervir realiza a "Semana da Leitura", evento que tem contado comigo, de há dois anos para cá, como convidado. A gentileza repetiu-se e eu voltei a marcar presença nesta iniciativa, desta vez num formato diferente. Em vez da já repetida palestra realizou-se um workshop sobre escrita criativa e posso dizer-vos que, respeitando o formato, a ideia resultou muitíssimo bem. Partilhei a minha experiência enquanto autor e blogger, e pude ver, através de escritos feitos na hora, que não falta talento, falta muitas vezes é coragem para tornar público aquilo que se sente. O amor, por exemplo, foi tema para muitas linhas e os presentes mostraram-se mais do que capazes de colocar no papel aquilo que o coração lhes diz. Foram vários os textos que me foram entregues, outros já me chegaram por e-mail, mais vão aparecer, tenho a certeza, e fica a promessa de que irei partilhar aqui no blog alguns deles.
O meu obrigado à Escola Profissional do Nervir e os meus parabéns a todos os que participaram nesta bela iniciativa. Que a mesma se repita e, se possível, em mais escolas.

segunda-feira, 31 de Março de 2014

Isto, sim, é futebol

O médio do Dinamo de Kiev, Oleg Kusev, chocou violentamente com o guarda-redes do Dnipro e caiu no relvado inconsciente. Para piorar a situação a língua do internacional ucraniano estava a impedir a passagem de ar pela garganta, valendo-lhe a rápida intervenção do adversário Jaba Kankava, jogador do Dnipro, que acabou por lhe salvar a vida. Um gesto que prova que o futebol vai muito para além das quatro linhas e é bem maior que qualquer rivalidade.

sexta-feira, 28 de Março de 2014

Throttleman

O site está morto. As lojas fecharam. É mesmo verdade, a Throttleman acabou.
Tenho pena. Gostava da marca, do design e dos materiais usados.
O mercado da roupa ficou mais pobre.

quinta-feira, 27 de Março de 2014

Multibanco

Faz-me confusão ir a determinado sitio e não ter a possibilidade de pagar com cartão multibanco, obrigando-me, assim, a andar na rua à procura de uma caixa para levantar dinheiro. Principalmente em locais onde as quantias a pagar são quase sempre elevadas.
Aceito que não se queira ter, justificando-se os comerciantes com as taxas cobradas pelo serviço, mas o conforto, o bem estar e a segurança do cliente também deve ter algum peso na hora de abdicar deste serviço. Porque ser eu, enquanto cliente, a sair de um estabelecimento comercial, a andar na rua à procura de uma caixa multibanco para levantar dinheiro e voltar ao ponto de partida, desculpem que vos diga, mas não tem jeito nenhum. Ou evoluímos ou estagnamos. Agora que existem os serviços vamos prescindir dos mesmos porque nos cobram uma taxa? Estamos a falar, segundo sei, de sete cêntimos ou 0,2% sobre o valor da transacção, dependendo do que for mais baixo. O cliente não vale isso?
Já me aconteceu estar no balcão para pagar e não concluir a compra porque o serviço do multibanco ali não existia e vou fazê-lo mais vezes. Desculpem-me o egoísmo, mas eu não tenho que andar a percorrer ruas, que muitas vezes nem conheço, à procura de um dinheiro que é meu, mas vai deixar de ser, e sujeitar-me, depois do levantamento, a ser assaltado, por exemplo. Não tenho que correr esse risco.
Era de bom tom que quem recebe deixasse de pensar só na sua carteira e começasse a pensar em quem contribui para ela.

segunda-feira, 24 de Março de 2014

Um pedido

Faz-me muita confusão passar por pessoas que caminham, correm ou andam de bicicleta na berma de uma estrada vestidos de preto dos pés à cabeça, ou com roupas bastantes escuras. Será dificil sair de casa com uma roupa clara, pelo menos da cinta para cima? Já não digo para usarem roupas com reflectores, mas darem-se ao trabalho de escolherem peças claras era de bom tom. Isto ou um colete, que não custa assim tanto dinheiro quanto isso. Assim estariam a ajudar quem conduz e protegerem-se a vós próprios.
Quem vai para o mar prepara-se em terra, sempre ouvi dizer, por isso antes de sairem de casa para realizarem qualquer uma das actividades antes referidas tenham cuidado com o vestuário que usam. É o que vos peço.

quarta-feira, 19 de Março de 2014

Pai,

tu sabes que eu te amo, não sabes? Eu não to digo, mas tu sabes, não sabes? Não sou de falar, sou de escrever. Desculpa. Nunca to disse olhos nos olhos, em tom que permitisse que tu ouvisses. É verdade, nunca to disse. Já to escrevi vezes sem conta e repito: eu amo-te, pai. Em silêncio já gritei que te amo. Gritei com tanta força que quase fiquei sem voz. Em silêncio, pai. Em silêncio. Devia dizer-to todos os dias. De manhã, logo que te vejo, em vez do bom dia eu devia dizer que te amo. À noite, antes de me deitar, em vez do até amanhã eu devia dizer que te amo. E seriam poucas as vezes que o diria. Seriam bem menos que as que mereces. Não to digo, mas sinto, pai. Acredita que o sinto. Só Deus sabe o quanto te amo. Nem eu sei. Só Deus.
Há trinta anos que cuidas de mim, de manhã à noite, sem descansos, nem desculpas. Nunca estiveste ausente, nem mesmo quando eu estava longe. Nunca me largaste a mão, nem mesmo quando eu queria tudo menos ouvir os teus conselhos e os teus ensinamentos. Não me abandonaste, nem quando eu pensava que a vida eram dois dias, ou melhor, duas noites. Houve um tempo em que fui egoísta, em que me esqueci de ti, da mãe e de mim. Acima de tudo de vós. Nesse tempo eu era só eu. Eu vivia em função das minhas vontades parvas, convencido de que já era um homem, com a certeza de que quem bebe copos até de manhã e dorme até a lua voltar é um adulto, um ser independente. Desculpa, pai. Eu era tão pequeno, não de corpo, mas de mente. Depois, e contigo, sempre contigo, fui homem a valer, dediquei-me de corpo e alma à vida, sim porque o que eu tinha não era vida, e venci. Hoje digo-to, nunca no to disse, a minha alegria não foi vencer, não foi atingir aquilo a que me propus, não foi mostrar ao mundo que eu era capaz, foi poder dizer-te que eu consegui. A ti e à mãe. Era um objectivo meu, mas sei que também era teu. Era muito teu. Era nosso, só nosso. O dia da consagração, por entre paredes que foram testemunhas do nosso sofrer, foi teu, de mão dada com a mãe. Foste buscar aquilo que era teu por direito. O teu filho concluiu a licenciatura, mas o canudo era teu, era vosso. Era um sonho teu, mas hoje, haja o que o houver, é uma realidade tua. Tens um filho licenciado em Direito, o curso dos teus sonhos e que, por coincidência da vida, também é dos meus. É um orgulho enorme para mim ter o que tenho hoje, seja o curso, seja a pós graduação, sejam as formações, seja o trabalho, sejam os meus projectos pessoais, mas o meu maior orgulho, o que realmente me enche o peito, é o poder dizer-te: pai, eu consegui!
Agradeço-te os ensinamentos, o pintar da vida tal como ela é, os conselhos, o alinhar da direcção sempre que me vês a fugir para a berma. Agradeço-te de coração, mesmo sem to dizer. Agradeço-te a preocupação que tens por mim e por todos os que eu amo, sim porque tu não te ficas por mim, tu vais mais além, tu tocas nos meus limites, tu queres o meu bem e o bem dos que me querem bem. Tu sabes que eu sou estou feliz se os que amo estiverem como querem. Sou como tu. Eu sei, tu sabes, nós sabemos que somos iguais.
A vida é feita de etapas, de lutas diárias e de decisões, mas eu, esteja onde estiver, nunca viverei nenhuma das coisas da vida sem ti. Perto ou longe. Não viverei, nem o poderia fazer, afinal de contas, pai, tu és o meu melhor amigo, és a minha base, és o meu suporte, és um irmão. És tudo, pai. E distância não é desculpa, distância é um percalço da vida, é uma barreira que pode facilmente ser ultrapassada e, como eu costumo dizer, a distância só enfraquece os laços de quem não ama de verdade, porque quem ama com o coração todo ama ainda mais quando está longe.
Um dia, pai, vou sentar-te um filho meu no teu colo e vou pedir-te que lhe ensines tudo o que me ensinaste a mim. Não mudes nada. Quero que seja igual. Quero que ele seja feliz, tão feliz como eu fui, nos teus braços, de mão dada contigo, ao teu lado e longe de ti.
Sabes, pai, podes até pensar que um dia te vou deixar, que vou ter uma família minha e uma casa minha, que um dia vou ter uma vida da qual tu não irás fazer parte, mas peço-te, por tudo o que de mais sagrado há: não o faças, pai. Esse dia nunca vai chegar. Tu vais ser sempre a minha família, a minha casa e a minha vida. Sempre, sempre. Prometo.
Deixo-te um beijo, um abraço, um amo-te, um olhar que lacrimeja de emoção e um filho que hoje é um homem, mas no teu e no meu coração será sempre um menino. O teu menino!