terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Marinho Pinto, o verdadeiro

A entrevista de quem diz que um "salário de 4.800€ não permite padrões de vida muito elevado em Lisboa" está aqui. Façam o favor de a ler. É sempre bom conhecer aquele que muitos apelidaram de justiceiro e de dono da verdade. Percam um pouco do vosso tempo e no fim digam-me se é deste tipo de pessoas que o nosso país precisa. Eu, infelizmente, já o conhecia, mas para todos os que defendiam enquanto ele se cobria de cinismo e hipocrisia fica a apresentação do verdadeiro Marinho Pinto.

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

Cancro,

vou tratar-te por tu porque nós, infelizmente, já temos uma história.
Conhecia-te de nome, nunca tinha privado contigo, até que um dia resolveste aparecer, sem ser convidado, como é teu costume, e eu fui obrigado a ter-te na minha vida, nos meus dias e nas minhas noites. Sim, nem na hora do descanso me largaste, eu tive que dormir contigo ao meu lado, acordar e ver-te lá, no mesmo sitio onde estavas quando eu me deitei. Lembras-te? Aposto que não. São tantas as camas em que te deitas, por que razão haverias tu de te lembrar da minha? Lembro-me eu. E bem! A minha cama virou um berço porque eu, homem feito, virei um bebé. Eu estava indefeso, sem chão, de mãos dadas com o desespero, nos braços da agonia e com o peito esmagado pela dor. E mesmo assim, tu, não te inibiste de estar ali, a olhar-me nos olhos, durante cada segundo do meu dia a dia, a dar gargalhadas de vitória, enquanto eu chorava prostrado diante de ti e te implorava para ires embora. Propus-te uma troca, ofereci-te a minha vida, disse-te que a levasses, mas que deixasses as daqueles que eu amo. Ignoraste-me. E tudo foi como tu quiseste. Tudo!
Deste luta, mas acabaste por partir, desgostoso, acredito, por não teres o que querias, mas foste e espero, por tudo o que de mais sagrado tenho, que tenhas ido de vez. Não me ri, nem mesmo quando viraste costas, porque sei, e essa é a mais importante das armas, que tu és mais forte que qualquer um de nós. Sei quanto vales e até onde podes ir. Sei também que por muito que lutemos tu nunca irás perder, podes é desistir e depois disso a nós resta-nos rezar e pedir a Deus que evite o teu regresso.
A tua maldade não tem limites e isso é assustador. Tu não escolhes idades, tu tanto atacas um homem como uma mulher, tu desafias os adultos e os idosos, e pior, és capaz de querer medir forças com uma criança. Uma criança, porra! Com poucos anos, algumas com meses, e até mesmo com semanas ou dias de vida. Páginas de uma história que está ainda em branco, que nem o "era uma vez" tem, e tu nem tempo lhes dás para sonhar. Porquê? Que mal te fizeram essas crianças para as arrastares pelas ruas do sofrimento? Tem vergonha! Cada pessoa que tu arrastas, seja ela quem for, não rasteja sozinha, vai de braço dado com a mãe, o pai, a mulher, o homem, o filho, a filha, o irmão, a irmã, o amigo, a amiga, um universo infinito de gente que sofre, que tem uma dor que não é física, mas que dói tanto que mais parece.
Nem te devia dizer, provavelmente regozijas-te com isso, mas contigo presente tudo deixa de fazer sentido. A vida perde cor. O dia a dia é um fardo demasiado pesado. Os que atacas, caem numa cama, e os outros, os que amam quem cai, andam de pé, mas no fundo estão deitados, deitados aos teus pés a pedir-te, por tudo, para os deixares viveres outra vez. Só mais uma vez.
É estranho o que te vou segredar, mas é verdade, é a tua presença que muitas vezes nos mostra quão boa a vida é. Sabes porquê? Porque és tu, meu maldito, que nos mostras que todas as pequenas coisas da vida são boas, até aquelas que nós intitulamos de más. É contigo que entendemos que um arrufo de amor, uma chatice no trabalho, um toque no carro, um telemóvel partido, um emprego perdido, um divórcio, um estalo, um insulto, uma ameaça, uma despedida, uma distância, sei lá, uma série de coisas, daquelas que tantas vezes no atormentam, não valem nada. Rigorosamente nada! Porquê? Porque importante mesmo é estarmos rodeados de gente que nos ama, gente que realmente nos quer bem, gente que ri só porque nos vê rir, gente que chora connosco mesmo sem saber o motivo, gente que exulta com as nossas vitórias, gente que nos dá a mão quando caímos, gente que gosta de nós como somos, cheios de defeitos e com muitas virtudes, gente que sente de coração cheio, sem falsos moralismos, sem cinismos, gente que nos olha nos olhos e, mesmo em silêncio, nos diz aquilo que realmente nós queremos e precisamos de ouvir.
Sabes, cancro, tu és terrível, tens uma força desmedida, és aquele que vence quase sempre, mas não tens o brilho da vida. Não, não tens. Não tens e nunca vais tirar. A vida será sempre mais que tu, independentemente do teu tamanho.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Citius

Eis o primeiro dia do novo ano judicial.
Viva Portugal!

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Meo

Após a instalação do serviço é efectuada uma chamada telefónica para o cliente, tentando saber junto do mesmo qual o nível de satisfação em relação ao trabalho realizado.
A conferência telefónica foi muito profissional. Para terem uma ideia do quão profissional foi posso dizer-vos que eu julgava tratar-se de uma gravação e só não desliguei porque instantes antes de o fazer a senhora repetiu uma das perguntas e eu entendi que estava a falar com um ser humano e não com uma máquina. Foi super estranho, acreditem. Certo é que, e continuando com a história, eu dei-me ao trabalho de efectuar uma série de avaliações, todas numa escala de zero a dez, sobre tudo e mais alguma coisa, desde o horário de chegada do técnico, à limpeza do mesmo. Tudo corria muito bem até que a senhora me perguntou em quanto é que eu avaliava a vestimenta do senhor que lá foi fazer a instalação do serviço e eu disse que não estava a entender porque eu, por acaso, não tenho o hábito de avaliar os senhores que trabalham para a Meo, mas que tudo indicava que ele ia com umas calças e com uma t-shirt. Não satisfeita com a pergunta, na minha maneira de ver parva, seguiu-se uma outra da mesma categoria, sendo que nesta a senhora me questionou acerca dos cabos, se estaria bem instalados, ao que eu lhe disse que disso percebo zero, mas presumo que sim, visto que as televisões estavam a funcionar perfeitamente. Terminamos assim uma conversa que foi do profissional ao apalermado, mas que terminou com boa disposição e uma gargalhada de ambos os lados.
Importa referir que, como é óbvio, a senhora só pergunta o que lhe mandam, mas a Meo escusava de incomodar as pessoas com perguntas que pouco ou nada interessam aos seus clientes.
Já agora, e aproveitando o tema do post,  quero lamentar o imenso tempo de espera a que esta operadora sujeita os seus clientes sempre que é imperativo entrar em contacto com a sua linha de apoio. É inadmissível!

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Meet

Infelizmente, e pelo que se tem visto, agora é moda.
Não me vou alongar no tema para evitar más interpretações. Lamento, apenas, que no nosso país só peguem as "modas" que em nada nos dignificam.

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Férias, o resumo

O fim é mesmo o único defeito das férias. E as minhas já terminaram.
Uma semana em território nacional, outra fora de portas. Furadouro e Saidia.
Em Portugal passei uma excelente semana no Furadouro. Rica terra. Pequena, pacata, mas com tudo o que o descanso exige. A praia já foi maior, é verdade, mas ainda há muito onde estender a toalha. A restauração não é muita, mas a que tem é de qualidade. Destaco dois nomes: o Café Amadeu e a Casa do Pescador. O primeiro fica junto ao mar, na avenida principal, e embora se chame café tem uma óptima cozinha para saborear na esplanada, de preferência. O segundo fica meio escondido, numa rua secundária, mas também perto do areal e, como o próprio nome sugere, tem no peixe a sua especialidade. Há de tudo e tudo muito bom. O aspecto exterior desta última casa esconde um interior muito bonito. Não passem e sigam, espreitem e entrem. Quero salientar que o preçário de ambas as casas também é convidativo, não se praticam aqueles preços próprios de quem vive perto da rebentação do mar. É até bastante acessível. Acreditem.
Na minha segunda e última semana de férias apanhei um avião com destino a Marrocos. Uma viagem curta, de uma hora e trinta, o que é sempre muito bom, com destino a Saidia. Depois de ter estado, há três anos atrás, em Marraquexe e de me ter apaixonado por aquela cidade, que merece, sem qualquer margem para duvida, uma visita e um descobrir cuidado de tudo o que por lá há, fui agora para um resort, num estilo de férias totalmente diferente do vivido na minha primeira visita aquele país, numa zona que apenas tem turismo há sete ou oito anos e esta foi mesmo para descansar e não para andar. Foi muito na base da espreguiçadeira, da piscina, da praia, do bar e do buffet. E quanto a isso não me posso queixar. O hotel é muito bom e a praia, mesmo sem o aspecto das caraíbas tem um mar calminho, com água quente e um areal muito fino. Vale a pena.
Surpreenderam-me os marroquinos, presumo que com dinheiro, que estavam no hotel. O buffet era para eles um local de javardice, onde faziam questão de mostrar que estavam ali para estragar mais do que comiam, bem mais. Coisa que a mim pessoalmente me deixa completamente alterado. Detesto ver gente a estragar e a desperdiçar comida. Fora disso não tenho nada a apontar. Os empregados, de forma até engraçada, fazem um esforço tremendo para falar o português e só não faziam o que não podiam. Pessoas adoráveis que, e isso ainda se nota, precisam de limar algumas arestas do ramo da restauração, mas quem dá o que tem a mais não é obrigado e tenho a certeza que irão melhorar com o tempo.
E pronto, quanto a férias estamos esclarecidos. Resumidamente foi isto.

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Nove anos sem ti

Fui ontem à tua missa, amigo.
Já passaram nove anos desde a tua partida. Nove anos assim, num abrir e fechar de olhos.
Estive com os teus, carregam a mesma dor desde o dia em que lhes disseste adeus, mas vivem, lutam e não desistem. Admiro-os. É assim que tem que ser, eu sei, é assim com todos nós, também sei, mas a eles admiro-os mais ainda. Não me perguntes porquê. Talvez o carinho que nos une seja culpado dos olhos com que os observo. Talvez.
Estejas lá onde estiveres sei que vais tomar conta deles e fá-lo da forma que tens feito. Ontem vi sinais de que lhes tens mostrado o caminho certo da vida. Dá-lhes força, que eles bem precisam e bem merecem. Para mim não peço nada, sei que não preciso. Conheço o teu coração.
Um abraço, Tiago. O nosso abraço.

terça-feira, 22 de Julho de 2014

Manuela Moura Guedes

Gosto do Quem Quer Ser Milionário. Não gosto da Manuela Moura Guedes. Do programa sempre gostei, dela nunca gostei muito. O problema é que nesta altura não é possível separar uma coisa da outra e por isso, com muita pena minha, tive que deixar de ver este concurso.
Não entendo como permitem que a apresentadora tenha a postura que tem. A senhora parece que está ali a fazer o jeito aos concorrentes, então se não gostar de quem lá está a tentar ganhar algum está o caldo entornado, chega mesmo a ser mal educada. Não se admite.
Ó Dona Manuela se não gosta do que faz, se está contrariada, demita-se. O país agradece!