sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Mercado de transferências

Só quem ama o futebol entende a agitação do trinta e um de agosto.
Até à meia noite tudo pode acontecer.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O regresso

Voltei ao futebol federado. O único que tinha jogado. Foram catorze anos de bola. Não foram seguidos, houve uma interrupção depois de uma década. A vida académica levou-me para a cidade Invicta ainda eu não tinha idade para tirar a carta. Contudo, e passados uns anos, amigos meus, ex colegas de balneário, devolveram-me ao mundo da bola. Treinava sexta e jogava domingo, o que é, de todo, pouco saudável. Sem preparação mais vale não jogar, mas na altura o vício falou mais alto. As lesões iam aparecendo, como é natural, com facilidade. A pubalgia foi dolorosa, muito, mas a ruptura do ligamento cruzado anterior foi uma coisa surreal e assustou-me de tal maneira que eu decidi parar. De vez, pensava eu.
Pois bem, passaram uns anos e o convite para regressar surgiu. Não resisti, aceitei. Estou feliz da vida, essa é a verdade. As condições são fantásticas e o grupo está ao mesmo nível.
Esta época, que começou dia vinte de agosto, irei vestir as cores do Sport Clube da Régua.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sofia Sá da Bandeira


"Sofia Sá da Bandeira caiu na rua enquanto praticava exercício físico e magoou-se num joelho e nas mãos." Pode não parecer, mas isto é o corpo de uma notícia. Do Correio da Manhã, claro. Digam-se só uma coisa: esta noticia interessa a alguém que respire?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Douro Scala

Cheguei ontem por volta das quinze horas. Saí hoje por volte das doze.
Disse-lhe adeus olhos nos olhos. Segredei-lhe ao ouvido que ia voltar. Ao Douro Scala.
Que maravilha. No coração do Douro. Vinte e dois hectares de vinha guardam um hotel que é muito mais que isso. É paz, é sossego e é saúde.
Lindo por fora e surpreendente por dentro. Pequenos pormenores dão a este espaço um carimbo de diferente. Para melhor, leia-se. O atendimento é do caseirinho. As comidas e as bebidas estão no mesmo patamar. Muito bons, portanto. Os quartos são fantásticos. Fantásticos mesmo. Diferentes de todos os muitos outros em que já dormitei. A piscina exterior e a esplanada são aquilo que realmente se pede. Encaixam na natureza. O jacuzzi, o banho turco e a sauna fazem-nos esquecer o mundo. Por completo. A piscina interior tem que ser vista. Dizer-vos que é gigante, que o sol lhe bate através de vidros enormes, que a água é quente e que tem o interior negro como o breu é pouco. Tem que ser vista e ponto final. Já vi muitas piscinas, mas nunca vi uma tão bela e duvido, muito sinceramente, que venha a ver. Vim de lá completamente enamorado.
A isto que vos contei juntem-lhe uma companhia que não podia ser melhor. Agora digam-me se era possível eu ter um fim de férias melhor que este.
Mais fotos em breve. Prometo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sushi

Ontem foi a segunda tentativa.
Eu mastigo e engulo, mas não me delicio com quase nada daquilo.
O sushi é aquele tipo de comida que eu adoro ver comer, mas nunca vou adorar comer. Cheira-me.
Não digo que não vá a um restaurante japonês de ano em ano, ou coisa parecida, mas cliente assíduo eu  duvido que algum dia venha a ser. Este é o meu pensamento actual, contudo, e disso eu tenho consciência, admito nunca ter entrado num excelente restaurante da especialidade, por isso, e previno-vos já, a opinião que convosco partilho pode a qualquer momento ser alterada. Outra coisa, e é importante, que me pode ajudar a ter opinião diferente desta é partilhar uma mesa oriental com alguém que perceba do assunto e que saiba o que está a comer. Assim eu iria comer e perceber o que como. Parecendo que não, ajuda.
Se alguém tiver sugestões sobre bons restaurantes de sushi faça o favor de as partilhar. Eu agradeço.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Palmas para o touro

Durante uma tourada o toureiro sentiu-se mal, teve tonturas e precisou de se sentar. Antes que alguém interferisse, o touro, que estava a ser agredido pelo toureiro no espectáculo, espectáculo esse que serve para encher os bolsos a castas privilegiadas sem escrúpulos e coração, apiedou-se do homem, parou diante dele e, para surpresa geral, simplesmente ficou a observá-lo.
O touro, como que a sentir o problema, foi solidário e ficou ao lado do toureiro sem qualquer tipo de reacção violenta. Em situação contrária, se fosse o touro a sentir-se mal, o homem não teria qualquer tipo de piedade. Esta é a verdade.
Vejam que o touro já tinha recebido várias farpas no dorso.
Quem é, afinal, o animal?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Pedaços de férias

Touradas

Detesto touradas e não entendo aqueles que gostam delas. Basicamente é isto.
Por mim era o toureiro que fazia a pega e o touro havia sempre de o deixar moído e embrulhado em terra ensanguentada. É isso que merece quem anda em cima de um cavalo a massacrar um animal que nunca fez mal a ninguém. Numa tourada eu sou sempre pelo touro. Sempre.
Para mim a tourada é um entretenimento de ricos parvos. Gente com dinheiro que gosta de se exibir em cima de uma cavalo, a massacrarem um animal mais racional do que eles e no fim andam tipo babosos a apanhar ramos de flores que os familiares e amigos atiram para a arena.
Se os maus tratos de animais vão ser punidos com penas de prisão eu espero ver cada um dos jumentos que se monta nos cavalos a passar uns tempos onde o sol nasce quadrado.

Coisas que eu ouço XLIX

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Férias

Isto de estar de férias ocupa-me tanto o tempo que quase não o tenho para vos falar. Desculpem.
Volto em breve com fotografias de sítios onde eu pus os pés.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Fanny Loca

A Fanny só existe porque parte do povo português quis. Isto é sagrado. Por mim ela ainda estava no mundo dos desconhecidos, que é, diga-se, o lugar dela. Nunca fui adepto da Casa dos Segredos e muito menos perdia tempo a ver ou a ler o que quer que fosse sobre esta menina ou o senhor pai dela. Portugal, ou parte dele, deu-lhe força e achou-lhe piada, agora a miúda sentiu coragem para grunhir, gravar um videoclip e partilhar isso no mundo do Youtube. Aturem-na os que deixavam de viver ao domingo à noite para abraçar a tvi. 

O Ted no cinema

A minha última presença numa sala de cinema foi em dezembro do ano que passou. Falei-vos dela, recordam-se? Um sofrimento do tamanho do mundo. Voltei lá. Teve mesmo que ser.
Era de conhecimento público que eu queria ver o Ted. Queria muito. Esperei pela estreia e deixei que passassem uns tempos. Detesto estar numa sala de cinema no dia da estreia. Só de pensar até fico agoniado. Podia até esperar pelo filme na net, tipo candonga, mas achei que este ursinho merecia o meu dinheiro. Lá fui, ainda assustado com a última experiência, comprar bilhete. Já passava da meia noite e a sala estava agradável. Éramos cerca de vinte, se calhar menos, e fora a senhora que se ria como se o cinema fosse só dela, tudo estava perfeito. Suportou-se bem.
O filme é fantástico. É de uma boa disposição tremenda. Foi tudo aquilo que eu estava à espera e até um pouco mais. Quem ainda não foi ver, que vá. Isto para quem gostar de rir muito, claro.
Não haverá Ted 2, presumo, mas este ficará guardado na pasta dos favoritos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Publicidade Olímpica

É das melhores publicidades que já vi!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Michael Phelps

Conheci o Michael Phelps em Agosto de 2008. Estava eu de férias na ilha de Lanzarote e sempre que podia via os Jogos Olímpicos que naquele ano decorriam em Pequim. Quando dei de caras com este nadador prometi a mim mesmo que iria ver todas as provas em que ele participasse. Assim foi. Vi-o ganhar oito medalhas de ouro. Tantas quantas as tentativas. Que venha outro fazer o mesmo. Que venha!
Agora, em 2012, Phelps pulverizou tudo o que eram records e reformou-se, o que com vinte e sete anos deve ser maravilhoso, com vinte e duas medalhas no bolso. Duvido que mais alguém, um dia, consiga este feito. Duvido não, não acredito mesmo.
Muitos são os que tentam arranjar explicação para este sucesso todo. O corpo, o jeito e outras justificações já foram atiradas ao ar, mas a base deste sucesso é a base de todos os outros: trabalho. Muito trabalho. E ponto final. Este americano treinou durante cinco anos, dez horas por dia, todos os dias, e quando digo todos os dias é mesmo todos os dias, são mil oitocentos e vinte e cinco dias de trabalho intenso, para se preparar para Pequim. Trouxe oito medalhas de ouro do Oriente, é verdade, mas para isso deixou de ter vida. Poucos teriam essa força de vontade, por isso ele faz parte de uma elite e nessa elite talvez ele esteja no topo. Tem o dom, é certo, mas isso não lhe bastaria.
É um privilégio para nós, amantes do desporto, vivermos na era de Michael Phelps. Um dia, quando tivermos filhos e netos, vamos tentar explicar-lhes quem e como era este americano que guarda as suas medalhas embrulhadas numa t-shirt velha e nem sabe de uma delas. Segundo ele, "deve estar lá por casa". Conquistou o mundo, mas contínua a achar-se o tipo mais normal da rua dele.
O Phelps não é um homem que nada bem, é um peixe que aguenta muito tempo fora da água.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Fernando Pimenta e Emanuel Silva

Braços de prata, homens de ouro.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Fé!

Não pratico, só acredito.

Coisas que eu ouço XLVIII

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Emigrantes

Respeito todos aqueles que saem do seu país para lutar por uma vida melhor. Admiro a coragem de cada um dos emigrantes. Valorizo os que saem daqui com os bolsos cheios de nada e voltam com a missão cumprida. Aplaudo os que se sacrificam durante anos a fio para poderem dar aos seus aquilo que eles próprios nunca tiveram. Infelizmente e porque a vida a isso os obrigou tenho muitos amigos emigrantes e pelo que contam não é fácil estar num país que não é o nosso. Seja na Suiça, na França, na Espanha, na Alemanha, na Bélgica, no Luxemburgo, em Angola ou noutro qualquer.
Podem não acreditar, mas muitas são as vezes em que olho para eles, enquanto cá estão, e tento imaginar que vidas serão aquelas fora das nossas fronteiras. As horas a que acordam, em que trabalham, o que comem, como vivem.
Ser emigrante é inspirar onze meses e expirar um. A maior parte deles deixa de ter vida enquanto está em território alheio e quando regressa às origens sente necessidade de mostrar o que por lá conseguiu e por vezes mostra até um pouco mais que isso. Os que mostram o que por lá conseguiram merecem a minha atenção, muito sinceramente. Vejo com atenção os troféus que eles de lá trazem, seja um carro ou um telemóvel. Os que querem mostrar mais do que o que têm só merecem a minha indignação. Desculpem-me os outros, mas não há coisa pior que um emigrante convencido que é mais do que quem cá está todo o ano. Ainda ontem, e a propósito destes últimos, presenciei uma cena que me revoltou dos pés à cabeça. Um casal e dois filhos. Quem falava era a mulher, ele, de peito feito, só olhava, os filhos, ambos com uma camisola de um clube português iam-se entretendo a ajudar a mãe no triste espectáculo da qual era protagonista. O Intermarché como cenário e a charcutaria como pano de fundo. A senhora, ignorando um aglomerado de pessoas que esperava pelo fim do seu show para tratar de vida, ia pedindo fatias dos vários chouriços, chourições, fiambres e, como ela dizia, "mortandelas", isto porque ela, o marido e cada um dos filhos tinham que provar cada peça para saber qual haviam de comprar. É óbvio que lancharam ali e atrasaram a vida a todos os que esperavam pela sua vez. É lamentável estas grandes superfícies comerciais não terem pão e bebidas para quem vem de propósito da Suiça para lanchar por cá. A senhora dizia, cheia de mania, "dê-me uma fatia pro meu home e outra pro meu Joel" e a empregada, coitada, ali a cortar de tudo um pouco para atender quem não merece. Desculpem, mas é verdade. Esta gente não merece ser atendida por ninguém. Quem quer brincar que brinque em casa, com os seus e não com quem quer e tem que trabalhar. Haja vergonha. A dada altura provou um chourição e disse: "caralho home, este é picante mas é bom", para depois se virar para o filho, quase com pena dele e cheia de manias, e dizer: "Joel este não é igual ao que comemos lá na Suiça" e quando perguntou ao filho mais velho que "mortandela" queria, ele disse "traz a melhorzinha que é para a cadela" e ela em vez de estender a mão na cara do filho, riu-se como se ele tivesse dito uma grande piada e ainda fez o favor de dizer à empregada: "já viu menina?! Levo a melhor para dar à cadela" e a menina, de cara cansada, ali permaneceu a ouvi-la, no fim de tudo, a dizer para ser ela, empregada, a escolher "o melhorzinho" e a cortar tudo o que ela mandava. Antes de pegar no que lhe embrulharam ainda perguntou se eram produtos portugueses, como se ela percebesse muito de enchidos. Enfim. A funcionária respirou de alivio e sorriu quando ela disse que não queria mais nada para além do pouco que levou. O que é normal, depois de terem provado tanta variedade pouca ou nenhuma seria a fome deles.
Este é o tipo de emigrantes que me revolta. Este é o tipo de emigrantes que mancha a imagem daqueles que regressam todos os anos a Portugal para estar com a família, os amigos e para descansar. Este é o tipo de emigrantes que como é pisado todo o ano se sente no direito de pisar quem cá está. Este é o tipo de emigrante que lá fora não come nem chouriço, nem chourição, nem fiambre e muito menos a porcaria da "mortandela" porque se comesse não tinha que as provar a todas.
O respeito só tem valor quando praticado por duas partes, caso contrário chama-se gozo. Aqui e em qualquer parte do mundo.

Miguel Relvas | Parte III

Desta vez a cartolina amarela apareceu em Londres, nos Jogos Olímpicos.
Senhor ministro quando quiser, mas só mesmo quando quiser, tenha vergonha.

Festa de Constantim 2012