quarta-feira, 4 de abril de 2012

Honestidade

O cartão no peito da caixa multibanco, o meu dedo nos levantamentos, a quantia escolhida e, por conseguinte, a operação finalizada.
"Operação impossível de realizar, dirija-se à caixa multibanco mais próxima". Dizia ela.
A acreditar que nós humanos somos mais inteligentes que a máquina, retirei o cartão e voltei a cravá-lo no peito da maldita.
"Operação impossível de realizar, dirija-se à caixa multibanco mais próxima". Repetiu ela.
Desisti. Retirei o cartão e virei costas à maquinaria. Avisei quem estava à espera que aquela máquina não dava dinheiro e vim à minha vida.
Nem tive tempo de entrar no carro. O senhor que me seguia na fila grita-me um "espere aí". Eu olho para ele ao mesmo tempo que ele aponta para a máquina e me pergunta se aquele dinheiro não era meu. Era. Claro que era. Lá estavam as notas penduradas. Sem talão a sair e com o cartão no meu bolso. Nunca tal me tinha acontecido.
Isto noutras terras, nas chamadas grandes, cheira-me que teria um final diferente.
Valeu a honestidade daquele senhor. Não quis que fosse eu pagar-lhe o dia. É por estas e por outras que eu gosto tanto da minha terrinha e da gente que por cá vive.

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